A Câmara Municipal de São José do Rio Preto rejeitou, na terça-feira (19), dois requerimentos que pediam a abertura de Comissão Processante contra o prefeito Fábio Cândido. Por 14 votos a 8, os pedidos foram arquivados pelos vereadores.
As solicitações haviam sido protocoladas na semana anterior por Fabiano de Jesus, suplente de vereador pelo PSOL e integrante do sindicato Atem, e pela médica Merabe Muniz, exonerada no início da atual gestão.
Durante a votação, 14 parlamentares se posicionaram contra a abertura das comissões, enquanto oito votaram a favor. O resultado gerou reação imediata na galeria da Câmara, com protestos e vaias direcionadas aos vereadores contrários à investigação.
Ainda durante a sessão, frequentadores relataram a presença de um homem com faixa de apoio ao prefeito que estaria com um canivete. Ele foi retirado do local após orientação da Guarda Municipal.

No campo administrativo, a Prefeitura informou que o prefeito determinou a devolução de R$ 4,7 milhões a uma entidade conveniada. Até a última atualização, R$ 850 mil já haviam sido restituídos, e o restante será devolvido de forma parcelada, conforme cronograma a ser apresentado pela instituição envolvida.
A crise também provocou mudanças na área da saúde. No início de maio, o então secretário Rubem Bottas se afastou do cargo, e Frederico Duarte assumiu interinamente a pasta, com a responsabilidade de conduzir uma sindicância interna para apurar os fatos.
Apesar do arquivamento das comissões, o caso continua sendo investigado por outras instâncias, incluindo o Ministério Público Federal, o Ministério Público Estadual e o Tribunal de Contas do Estado. Paralelamente, a Câmara mantém em andamento uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) sobre convênios da Prefeitura, com prazo inicial de 120 dias.