Moraes é sorteado relator de ações no STF que questionam Lei da Dosimetria

Ministro deu prazo para governo e Congresso se manifestarem; entidades pedem suspensão da norma.

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Alex Santos
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Moraes é sorteado relator de ações no STF que questionam Lei da Dosimetria
Moraes determinou o prazo de cinco dias para que a Presidência da República e o Congresso prestem informações sobre a lei - Imagem: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado nesta sexta-feira (8) como relator de duas ações que questionam a chamada Lei da Dosimetria.

A norma foi promulgada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, após o Congresso Nacional derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em despacho, Moraes determinou o prazo de cinco dias para que a Presidência da República e o Congresso prestem informações sobre a lei. Após esse período, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) terão dois dias para se manifestar.

As ações foram apresentadas pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e pela federação formada por PSOL e Rede Sustentabilidade. Os autores pedem a suspensão da norma.

Segundo as entidades, a lei flexibiliza punições para condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito, ao permitir redução de penas e facilitar a progressão para regimes menos rigorosos. Também há críticas à possibilidade de diminuição de pena para crimes cometidos em meio a multidões, o que, segundo os autores, pode contrariar a Constituição.

Entre as mudanças previstas na lei estão o impedimento da soma de penas em determinados casos, a possibilidade de redução de até dois terços da punição em situações específicas e regras mais brandas para progressão de regime.

Outros partidos, como PT, PCdoB e PV, também informaram que devem acionar o STF para contestar a norma.

De acordo com o tribunal, 190 pessoas foram presas por envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023. Desse total, 169 já têm condenação definitiva, enquanto 21 ainda podem recorrer. Entre os condenados, 70 cumprem prisão domiciliar.