Médica perde R$ 36 mil após golpe digital e invasão de conta bancária em Rio Preto

Vítima relata perda de acesso à conta empresarial e contratação de empréstimo sem autorização.

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Alex Santos
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Médica perde R$ 36 mil após golpe digital e invasão de conta bancária em Rio Preto
O caso foi registrado como estelionato na Central de Flagrantes - Imagem: Reprodução

Uma médica de 39 anos perdeu R$ 36 mil após ter a conta bancária empresarial invadida em São José do Rio Preto. O caso foi registrado na quarta-feira (15) como estelionato.

Segundo o boletim de ocorrência, a conta era utilizada exclusivamente para movimentações da empresa, com perfil restrito e baixo fluxo financeiro. As transferências eram feitas apenas para dois sócios, em datas previamente definidas.

A vítima relatou que procurou uma agência física do banco, acompanhada de um representante do escritório de contabilidade, para cadastrar um novo usuário e facilitar a gestão da conta. No entanto, foi informada de que o serviço havia sido migrado automaticamente para o modelo digital, sem aviso prévio, e que o atendimento presencial não estava mais disponível.

Mesmo manifestando interesse em manter o atendimento físico, a orientação recebida foi para resolver a situação por canais digitais e telefone.

Dias depois, a médica passou a receber mensagens de um número com foto institucional do banco. O contato se apresentou como gerente da conta e ofereceu suporte. Segundo a vítima, não foram solicitadas senhas, apenas orientações operacionais.

Em nova tentativa de acesso, com auxílio do contador, ela entrou em contato com o suporte telefônico e seguiu instruções por cerca de três horas, entre 15h e 18h30. Durante o atendimento, a ligação foi interrompida de forma repentina.

Após a queda do contato, a empresária tentou acessar a conta e percebeu que havia perdido o controle. Ao verificar, constatou que todo o saldo havia sido retirado.

Além disso, um empréstimo foi contratado sem autorização e diversas transferências bancárias foram realizadas sem reconhecimento da titular. A vítima afirma que a conta não possuía autorização para operações via PIX e que as movimentações não condizem com o padrão da empresa.

Assim que percebeu a fraude, a médica entrou em contato com o banco, solicitou o bloqueio da conta e registrou contestação das operações.

O caso foi registrado como estelionato na Central de Flagrantes e será investigado.