O estado de São Paulo registrou a criação de 95.896 vagas formais em fevereiro, segundo dados da Fundação Seade com base no Caged do Ministério do Trabalho. O resultado equivale a uma média de cerca de 3,4 mil empregos com carteira assinada por dia e colocou São Paulo responsável por 37,5% das contratações formais do país naquele mês. No acumulado de janeiro e fevereiro, o estado abriu 111.611 postos; em 12 meses, o saldo chegou a 243.643 empregos.
A expansão ocorreu em todos os prazos analisados: alta de 0,66% em fevereiro, 0,76% no bimestre e 1,68% no acumulado de 12 meses. Com esses números, São Paulo manteve-se na liderança nacional em geração de vagas e respondeu por 72% das contratações formais da região Sudeste em fevereiro.
O setor de serviços concentrou a maior parte das admissões no mês, com 73.924 vagas. Dentro dele, os principais subgrupos foram: informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (20.321); alojamento e alimentação (10.638); e transporte, armazenagem e correio (8.472). A indústria geral gerou 9.733 postos, quase todos na indústria da transformação (9.342). Construção civil (9.476) e comércio e reparação de veículos (7.119) também se destacaram entre os setores que contrataram.
Rendimento São Paulo também apresentou o maior salário médio de admissão do país em fevereiro, de R$ 2.593,00 — 10,5% acima da média nacional (R$ 2.346,97). Entre as regiões, o Sudeste teve o maior valor médio de admissão, de R$ 2.487,13.
No conjunto do país, foram abertas 255.321 vagas em fevereiro e 1.047.024 no último ano. No bimestre, o Brasil somou 370.339 contratações. A participação paulista foi de 30,1% do total no bimestre e 23,3% no acumulado de 12 meses.
Governo estadual atribuiu o desempenho a medidas de estímulo ao investimento e à simplificação do ambiente de negócios, ressaltando o apoio a empreendedores nos 645 municípios do estado.