A Polícia Civil prendeu duas pessoas na manhã de quarta-feira (11), em Santa Fé do Sul (SP), suspeitas de comercializar de forma ilegal e clandestina canetas emagrecedoras e medicamentos como a tirzepatida, sem garantia de procedência.
De acordo com a polícia, a investigação teve início há cerca de um mês e apontou que os produtos eram trazidos do Paraguai para o Brasil sem qualquer controle sanitário. Os suspeitos utilizavam redes sociais para divulgar e vender os medicamentos.
A Polícia Civil apreendeu 16 ampolas de tirzepatida, uma ampola vazia e seringas em um dos imóveis. Também foram apreendidos mais de R$ 4 mil em dinheiro.
Segundo a polícia, o homem de 39 anos já havia sido preso recentemente, há pouco mais de uma semana, ao trazer os mesmos produtos do Paraguai para o Brasil. Ele foi detido no estado de Mato Grosso do Sul, mas acabou liberado após audiência de custódia.
As investigações continuam para apurar a origem dos produtos e a possível participação de outras pessoas no esquema.
Durante a operação, denominada “Colateral”, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão. Nos imóveis vistoriados, os policiais localizaram medicamentos, embalagens, aparelhos celulares e registros de vendas. Em um dos endereços, também foi constatado um “gato de energia”, caracterizando furto de energia elétrica, sendo o homem conduzido para a delegacia.
Segundo o delegado Higor Vinicius Nogueira Jorge, a operação recebeu o nome “Colateral” devido ao risco concreto à saúde pública. Por se tratar de produtos sem rastreabilidade e sem controle oficial, não há garantia sobre a substância injetada, sua concentração, diluentes ou condições de fabricação e armazenamento. Ainda conforme o delegado, há risco de o consumidor receber produto falsificado, adulterado ou deteriorado.
A ação contou com a participação da Polícia Civil de Santa Fé do Sul, da DISE (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes), da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e da Delegacia Seccional de Polícia de Jales.
A Polícia Civil orienta que a população não adquira medicamentos por redes sociais, grupos de mensagens ou com vendedores informais. Os envolvidos podem responder por crimes como contrabando, falsificação e adulteração de produto medicinal.
