Operação prende ex-policial civil e outros suspeitos de ligação com o PCC em Cardoso

Investigados são suspeitos de infiltração criminosa, extorsão e plano para matar promotor do Gaeco.

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Alex Santos
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Operação prende ex-policial civil e outros suspeitos de ligação com o PCC em Cardoso
Após ser localizado, ele foi encaminhado ao plantão policial de Votuporanga - Imagem: Agência SP/Reprodução

Um ex-policial civil de 50 anos foi preso nesta terça-feira (9) em Cardoso (SP), durante a Operação Infiltrados, que cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão na cidade e em Campinas.

Após ser localizado, ele foi encaminhado ao plantão policial de Votuporanga. Segundo as investigações, o homem havia sido expulso da Polícia Civil de Campinas anos atrás por envolvimento em um crime de extorsão mediante sequestro.

Além dele, também foram presos um ex-estagiário do Ministério Público e um chefe de investigadores da Polícia Civil. Os três são suspeitos de atuar como infiltrados da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

De acordo com as autoridades, os suspeitos estariam envolvidos em um esquema de extorsão de investigados e em um plano para matar um promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Operação prendeu ex-estagiário do MP de SP, além do ex-chefe de investigadores e ex-policial civil suspeitos de serem infiltrados do PCC - Imagem: PM/Reprodução

As investigações apontam que o ex-estagiário teria acessado bancos de dados do Ministério Público para identificar alvos e exigir dinheiro em troca de suposta proteção. Para isso, ele teria contado com o apoio de um policial penal e do ex-policial civil.

O chefe de investigadores preso também é suspeito de repassar informações privilegiadas a um criminoso investigado, em troca de dinheiro.

A Operação Infiltrados é um desdobramento de outras duas ações realizadas no ano passado, denominadas Operação Pronta Resposta e Operação Off White, que investigaram atividades do PCC.

Os trabalhos contam com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, além das Polícias Militar, Civil e Penal. Também participam da ação o 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), as corregedorias das polícias e a Comissão de Prerrogativas da OAB, especialmente nas buscas realizadas em escritório de advocacia.

O caso segue em investigação para apurar a extensão da atuação dos suspeitos e reunir novas provas.