Justiça Eleitoral cassa mandatos do prefeito e vice de Sud Mennucci por abuso de poder

Decisão de primeira instância aponta abuso de poder político e econômico; prefeito e vice seguem nos cargos enquanto recorrem ao TRE-SP.

  • Go to the profile of  Alex Santos
Alex Santos
· 1 minuto de leitura
Justiça Eleitoral cassa mandatos do prefeito e vice de Sud Mennucci por abuso de poder
Com a decisão, os dois também foram declarados inelegíveis por oito anos - Imagem: Reprodução

A Justiça Eleitoral determinou a cassação dos diplomas do prefeito de Sud Mennucci, Lió Neto (Republicanos), e do vice-prefeito Édson do Nascimento (PL), eleitos em 2024. A decisão é de primeira instância e aponta abuso de poder político e econômico, além do uso irregular de meios de comunicação durante a campanha eleitoral.

Com a decisão, os dois também foram declarados inelegíveis por oito anos.

A sentença foi proferida após ação movida por um partido adversário, que denunciou supostas irregularidades cometidas no período eleitoral. Entre os fatos analisados está a apresentação de um aparelho de tomografia como se fosse uma conquista da administração municipal. O equipamento foi exibido em evento pouco antes das eleições e divulgado como um grande investimento para a área da saúde.

De acordo com o Ministério Público Eleitoral, o aparelho não chegou a funcionar e teria sido retirado da cidade após a votação. Para a Justiça, a ação teve potencial para influenciar o eleitorado.

A decisão também menciona possíveis irregularidades como contratações e terceirizações durante o período eleitoral, falhas em processos administrativos e uso de veículos de comunicação custeados com recursos públicos para promover a gestão municipal.

Segundo o juiz responsável pelo caso, o conjunto das ações comprometeu a igualdade de condições entre os candidatos e afetou a lisura do pleito.

Em nota, o prefeito e o vice informaram que receberam a decisão com tranquilidade e que irão recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). Eles afirmaram que continuam exercendo normalmente as funções e confiam na reversão da sentença.

Como ainda cabe recurso, ambos permanecem nos cargos até o julgamento definitivo do processo.