Justiça decreta prisão preventiva de suspeito de venda ilegal e clandestina de "canetas emagrecedoras" em Santa Fé do Sul

Homem passou por audiência de custódia em Araçatuba; investigação apura venda clandestina de tirzepatida e risco à saúde pública.

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Alex Santos
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Justiça decreta prisão preventiva de suspeito de venda ilegal e clandestina de "canetas emagrecedoras" em Santa Fé do Sul
A decisão foi tomada após audiência de custódia realizada em Araçatuba - Imagem: Polícia Civil

A Justiça decretou a prisão preventiva de um homem de 38 anos preso em flagrante na quarta-feira (11), durante a Operação “Colateral”, realizada pela Polícia Civil de Santa Fé do Sul. A ação tem como foco o combate ao comércio ilegal de “canetas emagrecedoras”, divulgadas principalmente por redes sociais e aplicativos de mensagens.

A decisão foi tomada após audiência de custódia realizada em Araçatuba. Segundo as autoridades, a prisão preventiva foi mantida para garantir a ordem pública e assegurar o andamento das investigações.

A prisão preventiva é determinada pela Justiça antes do julgamento e não tem caráter de punição. A medida é aplicada quando há indícios de autoria e materialidade do crime, além de justificativa legal. Diferente da prisão temporária, não possui prazo fixo, mas deve ser reavaliada periodicamente.

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Operação “Colateral”

A Operação “Colateral” é resultado de inquérito policial instaurado há pouco mais de um mês para apurar a comercialização de produtos anunciados como tirzepatida e substâncias similares, que teriam sido introduzidos clandestinamente no Brasil, sem controle sanitário e sem garantia de procedência.

Nesta fase da operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. O objetivo foi localizar medicamentos, dispositivos, embalagens, registros de venda e outros materiais que possam ajudar a identificar a origem e o destino dos produtos.

Durante as diligências, foram apreendidos aparelhos celulares, dinheiro em espécie, além de seringas, agulhas e frascos identificados como “tirzepatida”. Todo o material será submetido à análise pericial. A polícia também busca registros de vendas, conversas e comprovantes que indiquem possíveis intermediários na comercialização.

A Polícia Civil apreendeu 16 ampolas de tirzepatida, uma ampola vazia e seringas em um dos imóveis. Também foram apreendidos mais de R$ 4 mil em dinheiro.

Segundo a polícia, o homem de 39 anos já havia sido preso recentemente, há pouco mais de uma semana, ao trazer os mesmos produtos do Paraguai para o Brasil. Ele foi detido no estado de Mato Grosso do Sul, mas acabou liberado após audiência de custódia.

As investigações continuam para apurar a origem dos produtos e a possível participação de outras pessoas no esquema.

Foram apreendidos aparelhos celulares, dinheiro em espécie, além de seringas, agulhas e frascos identificados como “tirzepatida” - Imagem: Polícia Civil

A operação recebeu o nome “Colateral” em razão do risco à saúde pública atribuído ao mercado clandestino. De acordo com a Polícia Civil, por se tratar de produto sem rastreabilidade e sem controle oficial, há incerteza sobre a substância comercializada, sua concentração, forma de fabricação e condições de armazenamento.

As autoridades alertam que medicamentos adquiridos de forma irregular podem estar falsificados, adulterados ou contaminados, além de sofrerem deterioração por transporte e armazenamento inadequados.

Conforme o avanço das investigações, os crimes podem configurar como contrabando e delitos relacionados a produto terapêutico ou medicinal. A tipificação final dependerá da conclusão dos laudos e das análises do material apreendido.

A Polícia Civil orienta que a população não compre medicamentos por redes sociais ou com vendedores informais e reforça que esses produtos devem ser adquiridos apenas em estabelecimentos regularizados, com prescrição e acompanhamento profissional quando necessário.

Delegados de Polícia Matheus Arnaldo Pereira da Silva, Higor Vinícius Nogueira Jorge, Marcelo Sales França - Imagem: Polícia Civil