Esquema de R$ 230 milhões ligado ao PCC é alvo de operação em 12 cidades paulistas

Gaeco cumpre 43 mandados em 12 cidades e apura esquema de lavagem de dinheiro com empresas de fachada.

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Alex Santos
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Esquema de R$ 230 milhões ligado ao PCC é alvo de operação em 12 cidades paulistas
A ação contou com apoio da Polícia Militar e da Polícia Civil - Imagem: BAEP/Reprodução

Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu mandados na manhã desta terça-feira (16) contra um suposto esquema de tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro atribuído a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) no interior de São Paulo. Quatro pessoas foram presas.

A ação contou com apoio da Polícia Militar e da Polícia Civil e teve como base investigações iniciadas após a identificação de um núcleo de traficantes que atuava na região de Jundiaí e mantinha ligação com a facção criminosa.

Segundo o Ministério Público, o grupo utilizava empresas de fachada e pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, para ocultar e movimentar recursos obtidos com atividades ilícitas. As movimentações financeiras suspeitas somam cerca de R$ 230 milhões.

De acordo com o Gaeco, os investigados costumavam se reunir em uma área conhecida como “Torneira”, que deu nome à operação.

Ao todo, foram expedidos 43 mandados de busca e apreensão em 12 cidades: São José do Rio Preto, Araçatuba, Birigui, Penápolis, Jundiaí, Campo Limpo Paulista, Valinhos, Cajamar, Aguaí, Ribeirão Preto e Orlândia.

Durante a operação, os policiais apreenderam R$ 116.382 em dinheiro, além de moedas ainda em contagem, porções de maconha, duas armas de fogo de calibres 32 e 28 com 64 munições, além de réplicas de fuzil e pistola.

Também foram recolhidos documentos, anotações relacionadas à contabilidade do tráfico e diversos equipamentos eletrônicos, como 23 celulares, 14 notebooks, um computador, três tablets, um Kindle, 18 pen-drives, três HDs externos, quatro cartões de memória, duas máquinas de cartão e um relógio.

As investigações apontam que a estrutura financeira do grupo possuía ramificações em diferentes regiões do estado e envolvia diversas empresas utilizadas para dissimular a origem dos valores. O caso segue em apuração.