O corpo da auxiliar de limpeza Luciana Brites Leite, de 49 anos, foi enterrado na manhã desta quinta-feira (21), em Andradina (SP), sete meses após ter sido encontrado na zona rural do município.
Luciana estava desaparecida desde o dia 23 de setembro do ano passado, quando passou por atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com dores no braço. O corpo foi localizado quase um mês depois, em 22 de outubro, e permaneceu na câmara fria do Instituto Médico-Legal (IML) durante todo o período de investigação.

Segundo familiares, a demora na liberação aumentou o sofrimento da família, que aguardava a conclusão dos procedimentos para realizar o sepultamento.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, a vítima foi levada pela cunhada, Tatiane Barreto Gobbi, até a UPA no dia do crime. Após o atendimento, a suspeita teria oferecido um medicamento psicotrópico, que deixou Luciana dopada.
Ainda conforme a apuração, a mulher circulou com a vítima até encontrar um local na área rural da cidade, onde teria cometido o crime. Luciana sofreu traumatismo craniano após ser atingida na cabeça e no rosto.

A investigação também apontou que mensagens foram enviadas do celular da vítima para simular que ela estaria em outro local, o que levantou suspeitas entre familiares. A motivação do crime, segundo a polícia, estaria relacionada à tentativa de ocultar movimentações financeiras suspeitas.
Tatiane Barreto Gobbi foi denunciada por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual. Já Elias Júnior Almeida, genro da suspeita, foi denunciado por ocultação de cadáver e fraude processual. Segundo a investigação, ele teria ajudado a esconder o corpo e a criar uma versão falsa dos fatos.
Os dois permanecem presos preventivamente, e o caso segue à disposição da Justiça.
