Uma catadora de materiais recicláveis, de 34 anos, denunciou à Polícia Civil ter sido agredida na tarde da última sexta-feira (8) em um EcoPonto da Prefeitura de Ilha Solteira, próximo ao cemitério da cidade.
De acordo com a ocorrência, a vítima relatou que estava no local durante o horário de almoço quando uma mulher, de 36 anos, chegou e iniciou uma discussão com uma funcionária. O desentendimento estaria relacionado a questões de pagamento e atestado de trabalho.
Ainda segundo o relato, ao presenciar a situação, a catadora começou a gravar a discussão com o celular. Nesse momento, a suspeita teria passado a xingá-la e, em seguida, iniciado agressões físicas, com puxões de cabelo. A vítima afirmou que tentou se defender e que outras pessoas intervieram para separar a briga.
A mulher apontada como autora das agressões também compareceu à delegacia no mesmo dia. Ela informou que é filha do presidente da associação de recicláveis e que seus pais vêm enfrentando conflitos com um grupo de cooperados. Segundo a versão apresentada, a conversa com a funcionária começou de forma tranquila, mas evoluiu para discussão.
Ainda conforme a suspeita, ao perceber que estava sendo filmada, acreditou que se tratava de uma “armação” e tentou impedir a gravação, colocando a mão no celular. Além disso, as agressões foram mútuas, com puxões de cabelo e tentativas de arranhões entre elas.
O caso foi registrado como vias de fato e será apurado pela Polícia Civil.
A reportagem de Portal017/Jovem Pan, tenta contato com a cooperativa de recicláveis (Cooperseli) e com a Prefeitura de Ilha Solteira, responsável pelo EcoPonto, para manifestação sobre o caso. O espaço segue aberto.