O caso segue em apuração, e a expectativa é de que a Cetesb divulgue nos próximos dias os resultados da análise sobre a mortandade de camarões no Ribeirão Ponte Pensa.
Vários camarões foram encontrados mortos às margens do Ribeirão Ponte Pensa, um afluente do Rio Paraná, em Três Fronteiras (SP), na manhã da última quinta-feira (12). O local fica em uma área de lazer e pesca, às margens do rio, bastante frequentada por turistas e proprietários de ranchos.
Imagens enviadas à reportagem por moradores do Bairro Guanabara, mostram grande quantidade de camarões e até alguns peixes espalhados ao longo da margem, além de um forte odor no local. A situação tem causado preocupação entre frequentadores e responsáveis por empreendimentos turísticos da região, principalmente por ocorrer em pleno período de férias.
Veja:
Um dos registros foi feito por Ludimila Martins, responsável pelo Parque Ecoturístico da Areia Branca. Segundo ela, o trecho afetado possui cerca de um quilômetro de extensão e a presença dos animais mortos compromete o uso do espaço e afasta visitantes.
"Logo pela manhã constataram esse camarão morto, o cheiro muito forte. Estamos muito preocupados, e isso nos prejudica”, disse.
Ainda de acordo com o relato, a água do ribeirão já havia apresentado coloração esverdeada em outros momentos, situação associada à proliferação de algas. No entanto, a mortandade de camarões dessa proporção nunca havia sido registrada no local.
“Não é a primeira vez! A gente está bem preocupado, porque vimos tanto camarão morto às margens do nosso lago. Mas já teve morte de peixes, água esverdeada. Água esverdeada, a gente percebe que é sazonal, não é sempre. A gente está aqui há seis anos e a gente vem notando isso”, ressaltou.

A situação foi comunicada à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). A equipe solicitou imagens e informações para análise e deve realizar vistoria técnica para identificar as causas do problema. Até o momento, não houve confirmação oficial sobre o que teria provocado a morte dos animais.
“Fiz uma denúncia no CETESB, pedi a eles que viessem para verificar o que está acontecendo, recolher material para análise. É o mês de férias, o parque sempre está muito movimentado, e os nossos turistas não querem descer o lago. O cheiro está muito forte. Hoje, eu estou sendo prejudicada”, finalizou.
A reportagem entrou em contato com a Cetesb de São José do Rio Preto, responsável pela região, e aguarda um posicionamento sobre o caso, incluindo possíveis riscos ambientais.
